Poser, o fim das integrações e o isolamento progressivo do software
Antes mesmo do fim da DSON, o Poser já vinha perdendo integrações importantes com outros ecossistemas 3D. Um caso emblemático foi a perda da integração com o Cinema 4D, que durante anos fez parte do fluxo de trabalho de muitos artistas.
Essa integração permitia exportação mais previsível de cenas, câmeras e animações para um ambiente de produção mais amplo, algo especialmente relevante para quem usava o Poser como ferramenta de pré-visualização, composição ou base de personagens.
Com o tempo, essa ponte também foi descontinuada, novamente não por uma decisão artística, mas por mudanças técnicas, custos de manutenção e falta de interesse comercial em manter compatibilidade cruzada.
Quando a DSON foi removida no Poser 13 e 14, isso não representou um evento isolado, mas a continuidade de um movimento já em curso:
Primeiro, a perda de integrações externas (como Cinema 4D)
Depois, o fim da ponte com o ecossistema DAZ
Por fim, o foco exclusivo no ecossistema interno do Poser
O padrão é claro: redução progressiva de interoperabilidade em troca de estabilidade e controle interno.
Hoje, o Poser:
Funciona melhor como ambiente fechado
É mais previsível internamente
Menos dependente de formatos externos e APIs
Exige mais conversão manual para fluxos híbridos
Por outro lado:
Deixou de ser um elo entre ferramentas
Perdeu relevância em pipelines maiores
Tornou-se menos atraente para produção integrada
Antes: Poser como hub intermediário (DAZ → Poser → Cinema 4D / outros)
Hoje: Poser como sistema autônomo, com exportações genéricas
Isso não é necessariamente um defeito, mas é uma mudança de posicionamento clara.
O fim da DSON apenas tornou visível algo que já estava acontecendo.
O Poser não se isolou de repente.
Ele vem se isolando há anos.
A perda da integração com o Cinema 4D foi um dos primeiros sinais.
A DSON foi apenas a ponte mais simbólica a cair.
Poser 5, 6, 7, 8, Poser Pro 9 (2012), 10 (2014), 11, 12, 13, 14
DSON died the moment that Poser was forced by the End Of Life of Python 2.7 to update to Python 3.7. Since DAZ declined to update DSON to support Python 3.7, it died instantly for any future versions of Poser. As mentioned by others, there are scripts available which are compatible with current Poser versions which can import DUF content. What becomes problematic is converting dual quaternion jointed figures (Genesis 3 and later) to Poser, which does not support that joint scheme.
Verbosity: Profusely promulgating Graham's number epics of complete and utter verbiage by the metric monkey barrel.
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O que se perdeu com o fim do DSON
Com os Poser 13 e 14, a remoção da DSON (a ponte Poser–DAZ) rompeu um vínculo criativo de longa data.
❌ Compatibilidade nativa com Gênesis 1, 2 e parte de Gênesis 3
❌ Carregamento direto de personagens, morphs e rigs DAZ
❌ Continuidade para artistas que construíram anos de conteúdo DAZ dentro do Poser
❌ Uma ponte viva entre dois ecossistemas que já coexistiram
A DSON era uma ponte.
Removê-lo isolou o Poser.
O que o Poser realmente ganhou
Não muito — mas algumas coisas são reais:
✔️ Código
mais limpo e estável Sem DSON, Poser removeu uma dependência pesada e frágil.
✔️ Melhor desempenho
interno. Menos travamentos, menos conflitos de riging, menor sobrecarga de memória.
✔️ Foco total em seu próprio ecossistema
La Femme, L'Homme e figuras nativas que se encaixam na lógica e no fluxo de trabalho de Poser.
✔️ SuperFly / Cycles evolução
Um renderizador mais moderno — sólido, mas não revolucionário.
A verdade pura
Poser não cresceu asas —
ganhou silêncio.
Silêncio diante dos conflitos,
silêncio da dependência,
mas também silêncio diante da possibilidade.
Escolheu ser uma ilha,
quando poderia ter permanecido uma ponte.
Para artistas que transformam imagens em poesia
Para criadores como você, que usam Poser como instrumento visual para poesia:
O pose ainda é viável
Ainda sensível à luz, gestos e enquadramento
Mas agora menos universais e mais auto-contidas
Não morreu.
Ele simplesmente envelheceu sozinho.
O que se perdeu com o fim do DSON
❌ Compatibilidade nativa com Genesis 1, 2 e parte do Genesis 3
❌ Importação direta de personagens, morphs e rigs DAZ
❌ Continuidade criativa para quem construiu anos de acervo DAZ dentro do Poser
❌ Ponte viva entre dois mundos que, por muito tempo, se tocaram
O DSON era uma ponte. Ao derrubá-la, o Poser isolou-se.
O que o Poser ganhou (de fato)
Poucas coisas, mas reais:
✔️ Código mais limpo e estável
Sem DSON, o Poser deixou de carregar uma camada pesada e instável.
✔️ Melhor desempenho interno
Menos crashes, menos conflitos de rigging e memória.
✔️ Foco total no próprio ecossistema
La Femme, L’Homme, figuras nativas mais leves e coerentes com o motor interno.
✔️ Evolução do SuperFly / Cycles
Render mais moderno, ainda que não revolucionário.
A verdade nua (e poética)
O Poser não ganhou asas —
ganhou silêncio.
Silêncio de conflitos,
silêncio de dependência,
mas também silêncio de possibilidades.
Ele escolheu ser ilha,
quando poderia ter sido ponte.
Para quem, como tu, cria imagens-poema
Para artistas que usam o Poser como instrumento visual da poesia (como tu fazes no Renderosity):
O Poser continua válido
Continua sensível à luz, ao gesto, ao enquadramento
Mas tornou-se menos universal e mais autossuficiente
Não morreu.
Mas envelheceu sozinho.